O Cerimônia do Chá está migrando – graças a um trabalho coletivo, que envolve a ilustradora Letícia Shinotsuka e a designer Jana Tahira, que fez o layout do novo site, Gustavo Burckhardt, que deu toda a assessoria inicial para uma leiga, e o também designer Juan LLamosas, que fez tudo isso ser possível colocando o blog no ar (e assina apenas como “customização wordpress”, mas não existe crédito para toda sua paciência e profissionalismo).  Engato na lista de agradecimentos à trendshop Japonique, onde o evento de pré-lançamento aconteceu no sábado passado.

Veja as fotos já no novo site!

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Quando alguém me conta que está indo para o Japão, acesso a coleção de imagens da minha viagem em 2007. Não só de imagens, mas também de sensações, sentimentos, cheiros, barulhos, sabores. Porque o Japão para mim representa “conforto”, é um encontro, em alguns momentos um ENCONTRO SILENCIOSO com algo que existe dentro de mim e é vez ou outra acessado intuitivamente (completando o post anterior, foi essa uma das minhas respostas à pergunta “O que é o Japão?” no TCC-documentário ORIENTATION, de Kenji Kihara, que pude ver ontem).

Na semana passada, o tsunami desfez a calmaria. Tsunami que tanto nos inspirou em 2008, ano do centenário, porque queríamos fazer muito barulho.

Desde sexta-feira fico tentando colher pedaços de depoimentos de amigos que estão lá, como Michiko e Claire, penso na minha tia-avó e fico me convencendo o tempo todo de que a casa da família Kobayashi, que fica em Ishioka (Ibaraki), não é tão colado ao litoral e que tudo está bem. Como saber? Será que a parede rabiscada pelo meu avô em sua infância foi varrida?

Pelo facebook, tive algumas notícas. Sei que Claire está bem e que Michiko finalmente conseguiu embarcar de volta ao Brasil. Está em algum lugar pelos ares. Soube de Valérie, amiga do Puri, que nos alugou sua casa durante a nossa temporada em Tokyo e foi ela que postou nesta manhã (para eles, noite) lindas imagens pós-tsunami, de uma tarde em Kamakura com vista para o mar: dia lindo, pessoas em um café conversandoo e contemplando a paisagem, casal curtindo a tarde com uma garrafa de vinho.

Para celebrar a vida, a foto do meu café favorito em Tokyo.

wikiCHA

28/10/2010

Atire a primeira pedra quem nunca recorreu a uma wikipedia da vida para fazer uma busca sobre não importa o quê… Quem busca informações bem básicas sobre chá (em inglês), pode entrar no wikiCHA. Apesar de ter sido criada há dois anos, ela seus tópicos são pouco desenvolvidos e ela não tem muitas imagens. Possivelmente, você vai poder ler mais sobre chás na wikipedia. De qualquer maneira, a possibilidade de existir uma wikiCha me agrada por diversos motivos:

* por alguém ter a iniciativa de criá-la

* uma simpática seleção de livros no link Tea Books

* uma lista chamada Tea on the Net, com links para blogs, fóruns, comunidades, vendedores etc.

Acho que está bom para começar, não?

Contei ao amigo Juan Llamosas, de Buenos Aires, que estava escrevendo sobre chás.

Ele respondeu enviando uma imagem de uma carta de tarô e uma história:

Carta 12: La Receptividad

Es tiempo de detener la agresiva búsqueda de respuestas. Vacíate totalmente, vuélvete receptivo a toda la existencia. Simplemente relájate, espera y disfruta.

Un profesor de filosofía fue al Maestro Zen Nan-In y le preguntó acerca de Dios, la meditación y muchas cosas por el estilo. El Maestro lo escuchó silenciosamente y luego le dijo: “Te ves cansado. Has escalado esta alta montaña, has llegado de un remoto lugar. Déjame que primero te sirva té”. El profesor esperó. Hervía con preguntas, pero mientras cantaba el samovar y el aroma del té se difundía, el Maestro dijo: “Espera, no estés tan apurado. Quizás, hasta tomando el té pueden contestarse tus preguntas”.

El profesor empezó a preguntarse si su viaje no habría sido en vano. “Este hombre parece loco, ¿cómo puede contestarse mi pregunta sobre Dios tomando té?. Pero también estaba cansado y sería bueno tomar una taza de té antes de descender de la montaña.

El Maestro trajo la pava, vertió té en la taza y el té comenzó a inundar el plato, pero él continuó vertiéndolo. Luego el plato también se llenó. Sólo una gota más y el té habría comenzado a caer al piso. El profesor dijo: “Deténgase, ¡qué está haciendo! ¿no vé que la taza está llena, que el pato está lleno?”

Y Nan-In dijo: “Esa es la precisa situación en la que te hallas. Tu mente está tan llena de preguntas que aún si respondo, no tienes lugar para alojar las respuestas. Y te digo, desde que entraste en esta casa, tus preguntas inundan todo el lugar. Esta pequeña choza está llena de tus preguntas. Regresa, vacía tu taza y luego ven. Primero haz un poco de espacio dentro de ti”.

Has venido a una persona aún más peligrosa que Nan-In, porque para mí una taza vacía no será suficiente. La taza debe romperse íntegramente. Aún vacía, si estás allí, entonces estás lleno. Sólo cuando dejes de ser, el té podrá fluir dentro de tu ser. Sólo si no eres, realmente no habrá necesidad de volcar té dentro de ti. Cuando no eres, toda la existencia comienza a volcarse, desde todas las dimensiones, desde todas las direcciones.

freestyle

19/08/2010

Em dias de muito trabalho, fazer uma pausa torna-se mais do que necessário. Mesmo sabendo disso, optei pela “cerimônia do chá freestyle“: nada de temperatura, quantidade ou minutos de infusão recomendados. Enchia a garrafa com água quente pela manhã, pegava a caneca mais comum e um saquinho de chá… Depois outro saquinho de chá. E mais outro.

Despretensiosamente, com leveza, sem pensar muito ou consultar livros, sem a preocupação de boas fotos para o blog.

Relax total. PAUSA em caixa alta!