Três dos quatro blends da Gourmet Tea que eu tomei foi junto com a Carline Piva (professora de yoga e companheira de degustações de chá “chuchuzinha“). Reservamos as manhãs de quinta para a nossa descerimoniosas cerimônias do chá e hoje foi ainda mais especial. Na terça-feira, ela comemorou seu aniversário no Pão, uma padaria artesanal orgânica pequena, fofa e deliciosa nos Jardins (que só trabalha com chás orgânicos da Gourmet Tea – eu provei a infusão herbal Soothing da linha dos ayurvédicos: uma mistura de camomila, raiz de alcaçuz, semente de funcho, cardamomo e gengibre… e adorei). Lotamos o estabelecimento, que tem três mesinhas aconchegantes. Posso dizer que o calor humano foi fundamental para uma tarde fria de primavera depois do cineminha…

O aniversário passou e ficaram os presentes (bule, chá e a peneirinha japonesa, esta última parte do kit-mimo, que foi o meu presente) e com eles, a Carline preparou este chá de feliz desaniversário 😉

O chá presentado foi o White Passion, da linha de chá branco, que tem raiz de alcaçuz (mordo a língua de novo), grãos de cártamo, centáureo (duas flores lindas, coloridas e com um aroma que quebra a coisa sem graça do chá branco) e aromas naturais (não sei do quê, provavelmente das flores, apenas reproduzo o que estava escrito no rótulo). A dica da Val, amiga da Carline que ofereceu o presente: tomar o chá com cookies integrais de banana.

E assim começamos muito bem nossa quinta-feira.

Cabe aqui um importante comentário: eu estou adorando os chás da Gourmet Tea. Vou comentando os blends conforme eles cruzam meu caminho (coincidentemente, via Carline, que ganhou alguns de presente de amigos). Vale muito a pena experimentar: trata-se da marca nacional que atualmente reúne  produtos de qualidade, ingredientes orgânicos, uma grande variedade de blends com sabor surpreendente (para o bem, pelo menos os que eu já pude provar). O preço não é super acessível (uma lata com 45g custa R$ 23,90 no site da marca, sem contar o frete – custa quase 3 vezes mais que o peso equivalente de um chá básico na Mariage Frères, mas devemos levar em conta que o mercado de chá no Brasil está dando seus primeiros passos, ao contrário do que acontece na Ásia e Europa), mas mesmo assim considero o custo-benefício muito bom.

Conselho aos interessados: no site, há uma lista de estabelecimentos que oferecem os chás da marca em seu cardápio (basta clicar em “onde encontrar”). Vá experimentando aos poucos, descubra o(s) seu(s) favorito(s) para então investir na latinha. Ou então mergulhem no desconhecido (adorei 3 dos 4 que já experimentei, então o meu índice de aprovação por enquanto chegou a 75%).

PÃO: rua Bela Cintra, 1618, tel. (11) 3384-6900 (abre de segunda a sábado, das 9h às 19h, e, aos domingos, das 9h às 14h).

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Algumas notícias do começo da semana me deixaram um pouco chateada e talvez leve um tempo para processar alguns resultados. Daí, entre um compromisso pessoal e uma reunião de trabalho, resolvi entrar em um empório em Pinheiros para “passear” e saí de lá com um pacote de cuscuz. Depois da reunião, passei no supermercado para incrementar o almoço: alguns legumes, damascos secos e uma caixinha de infusão de hortelã com alcaçuz…

ou melhor, de alcaçuz com hortelã. Esta infusão (olha lá, está escrito na caixa!), da marca Casino (uma rede popular de supermercados na França) pode ser encontrada no Pão de Açúcar, conforme eu tinha mencionado no post do começo da semana, e por um preço bem acessível: você paga R$ 4,99 por uma caixa com 25 saquinhos.

Eu nem tinha planejado um almoço marroquino invadindo uma terça-feira de muito trabalho. A coisa foi simplesmente rolando, guiada um pouco pelo mantra “hoje tenho que fazer algo legal por mim” – bem diferente de compensar as coisas pela comida (mas isso é outro papo). O que eu queria, no fundo, era, no meio de um turbilhão de coisas passando por cima, do lado, sobre mim, conseguir fazer algo agradável. Se eu tivesse feito outro caminho, poderia ter descoberto um sebo, um livro de poesias perdido, ou quem sabe até ter encontrado alguém na rua sem querer.

Me senti meio renascida do almoço.

Vaporizada.

Poderia ser uma lei universal: todo dia fazer algo de bom para si mesmo, ou para um amigo, ou para um desconhecido. Um agrado, um carinho. Não, acho que não poderia ser lei. Se vira lei fica chato. E o que mais curti dessa experiência de hoje foi justamente o inesperado.