Os resquícios do final de semana perduram suavemente.

Além de ter recebido em casa duas amigas queridas do Rio (a Andréa Capella, que fotografou em seu antigo palm uma das primeiras conversas regadas a chá no apartamento charmoso da Antônio Bicudo, onde morei por cinco anos, e Carolina Durão), tive uma visitinha dos meus pais que chegaram com uma encomenda preciosíssima que estava encostada na dispensa da casa deles: uma garrafa térmica japonesa!

A marca da garrafa é Zojirushi que, para mim, não é apenas sinônimo de “temperatura ideal”, mas de recordações de infância (por causa do logo da empresa, nos referíamos a ela como “garrafa do elefante”). Todo mundo na família tinha uma térmica desta marca, onde eram armazenados café, água gelada, chá…

Este modelo armazena 1 litro e encontrei um similar por R$ 103,00 no Asia Shop, uma loja online de produtos japoneses e orientais, onde se pode encontrar uma alguns chás verdes.

Infelizmente, o modelo do Asia Shop tem apenas uma tampa rosqueável. O meu modelo, por ser mais antigo (a garrafa estava há dez anos guardada na casa da minha mãe, ainda na caixa, novinha em folha), possui uma trava “open-close” no melhor estilo “porta de avião” segundo meu namorado.

Além de eficaz e bonitinha, ela tem frases inspiradoras…

Encerramos o domingo cuidando das plantas e tomando infusões feitas com água da garrafa do elefante, bolo de aipim e biscoito de arroz!

eu escolhi o Twinings Lemon Twist, feito com raspas de limão, presente do Valmor, um amigo que mora em Praga; escolha que nada combinou com a noite fria, pois a infusão é fresca demais e deixa um leve amargor na boca

Saiki optou pela deliciosa mistura de menta com alcaçuz do Casino (“réglisse menthe” em francês), presente da Carline, futura personal de yoga; ele é docinho e não é necessário adicionar açúcar – ideal para tomar antes de dormir!

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nostalgia light

06/08/2010

Escrita e leitura têm um forte poder sugestivo. Depois de escrever sobre o banchá, o conforto que ele proporciona e as lembranças que ele evoca, não sosseguei enquanto não preparasse ao menos uma caneca (até agora já foram duas e não duvido que farei um bule depois de jantar). Ou seja, ele foi eleito “o chá do dia“.

Como já foi comentado nas “dicas de preparo“, há recomendações dos especialistas, mas há também o gosto pessoal. Como é um chá que conheço relativamente bem, já desenvolvi certas manias e preferências.

Gosto dele mais forte e quente em dias mais frios ou quando tenho muita coisa para escrever. E preparo ele um pouco mais suave em meia estação (há a versão gelada também, mas isso fica para outro post).

Hoje, apesar do frio, escolhi um meio termo: suave em sabor e temperatura, com gosto de nostalgia light.

* TEMPERATURA DA ÁGUA: 75 °C  * MEDIDA: 1 colher-medidor * TEMPO DE INFUSÃO: um pouco mais que 1 minuto *

Ás vezes, eu defino o tempo observando a cor do chá. Esta é a cor ideal para o banchá que eu queria tomar hoje, um pouco mais claro e dourado que o de costume.