Apesar da longa “ausência bloggística” nos últimos dias (os motivos foram muitos e vão desde excesso de trabalho, passando por imprevistos em diversos setores e conexão instável, muito instável), o blog não saiu da minha cabeça e nem o chá deixou de me acompanhar, mesmo que preparado com aquela água quente gratuita das máquinas de café.

Algumas frases, pensamentos e pessoas permearam estes momentos e tudo o que eu posso deixar registrado aqui são as ressonâncias de momentos agradáveis – inclusive profissionais, que têm sido gratificantes, por instantes poéticos.

A frase do Saramago resulta dessas trocas.

Na ausência, nas reminiscências, na saudade, nos reencontros e encontros casuais, muita gente passou pela minha vida…

 

SOLANGE – ISA – SOFIA – RICARDO

As passagens do Ricardo por São Paulo não passam imunes à troca de sacolas com presentes, bobagens, lembrancinhas. Meus presentinhos desta vez foram dois tsuru, a pedido da Isa que começa a se interessar por origami e me faz pensar em minha infância (o legal é que desta vez consegui encontrar com meu cunhado e deixar mais duas bobagens da cor dos papéis dos origamis para entregar para as meninas). Mas foi a Solange que caprichou mais desta vez, mandando alguns saquinhos de chás especiais…

 

CHAZINHO PÓS-YOGA

Nada, nada melhor que o momento pós-yoga às sextas-feiras para degustar o chazinho enviado pela Solange. Confesso que ando simpatizando com a mistura de chá preto com chá verde (esta, da Hawaiian Natural Tea, com maracujá e laranja, é especialmente bem tropical e vem em uma caixa muito prática, com 8 sachês, ideal para viagens). A mistura  “verde + preto” ainda não entrou para a minha top list (não sei se são as aulas da Urasenke, mas o matchá está sendo muito, mas muito apreciado), mas vamos dizer que ela tem servido bem os momentos em que fico na dúvida de qual chá tomar…  Por mais estranho, contraditório ou “impuro” que possa parecer, eu recomendo a mistura. Carline pode estrear sua caneca linda – e funcional – comprada na sua visita à Teakettle.

 

ENCONTROS NA GOURMET TEA

Eu tinha combinado com a Michiko – como de fato nos encontramos, depois de meses e acontecimentos e e-mails trocados -, mas fomos surpreendidas com a chegada da Teresa Bettinardi (encontro casual), que tinha marcado almoço na lounge store com Lúcia com Alice, que chegaram logo depois.

Quando vi Alice pela última vez, ela mal andava e agora ela já reconhece as  cores com apenas 1 ano e 8 meses – imagina a pequena na loja-pantone… Eu e Michiko estávamos de saída (ainda tinha no roteiro uma passadinha pela Japonique para encontrar com a Lili e dar um beijo na Rachel Hoshino e na Jane Aki, que se juntaram à loja para arrecadar fundos para o movimento “Todos Juntos pelo Japão“), mas ficamos para mais um chazinho depois do almoço. Michiko foi de pérolas de chá verde com menta marroquina (o aroma do Green Moroccan Mint é delicioso) e eu, na minha meta de experimentar um chá diferente cada vez que passo pela Gourmet Tea, escolhi um rooibos cítrico com gengibre, o Rooibos Citrus Ginger (noto que o gengibre tem sido uma constante nas minhas escolhas).

A Rita Rita Taraborell, chef que criou o cardápio da casa, também estava por lá!

 

CANTO URBANO

Em dois meses circulando por um lugar que concentra grandes prédios comerciais, encontrei uma viela, aquela do boteco, dos motoqueiros, que tem mesas de madeira e espaço para minhas letras e pensamentos. É lá, ouvindo Keith Jarrett e Erik Satie no talo (às vezes, são as meninas – Keren Ann, Andrea Perdue,  Au Revoir Simone e Dalida) que tenho meus pensamentos matutinos, uma xícara de expresso (pardon, pardon), meus pequenos pedaços de papel em branco e anotações soltas…

Parece que me encontro com o Puri todas as manhãs:

* Será que o som do sino deixa de existir ou nós é quem deixamos de escutá-lo?

* Quando uma fruta deixar de ser viva? (antiga, do Colar de Cerejas, que ressoa)

* Pó do chá no ar perfuma os meus sábados (reminiscência)

 

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Se a nova ala do shopping Higienópolis abrir para o público hoje, conforme o prometido, você já vai poder conhecer a Talchá, a primeira marca brasileira de chás goumet (atenção, a marca é brasileira, mas a maioria dos chás comercializados são importados).

Mônica Rennó, a idealizadora da marca, passou um ano e meio desenvolvendo este projeto de compartilhar sua bebida preferida com o público brasileiro. Durante grande parte de sua vida, ela não deu muita importância ao chá, mas em uma viagem à Paris teve o click ao conhecer a Mariage Frères (viram só como não é exagero só meu) e sua vida mudou…

O desejo de Mônica Rennó de tornar o chá gourmet uma bebida acessível ao consumidor se realiza em vários aspectos. A arquitetura da loja (assinada por Marcio Kogan) deixa expostos utensílios, acessórios, livros e chás – tudo pode ser tocado, lido, cheirado e experimentado.

Clique sobre a foto para visão panorâmica da loja

(crédito das fotos: Fernando Saiki)

E por falar em “experimentado”, a loja tem sempre um  “chá do dia” (quente no inverno e gelado no verão) oferecido para degustação. Fomos recebidos com o Apricot, chá verde chinês com sabor de damasco natural – bem refrescante.

A loja ainda tem uma pequena área para servir os clientes (além de uma mesinha-luxo do lado de fora, com vista para o jardim do shopping + wireless): 20 variedades de chás e blends (a carta foi montada pela própria Mônica Rennó), incluindo um verde especial produzido no Brasil (Bossa Nova), o Pétalas de Fujian (folhas de chá verde amarradas com cravo, que abre como uma flor quando em contato com água quente) e drinks com chás, além de lanches, saladas, quiches, outras comidinhas e petiscos do Arroz de Festa (a chef Adriana Cymes, que fez o cardápio, apresentou suas deliciosas tartelettes e ainda mostrou um de seus chás preferidos, o Genmaicha, chá verde japonês com arroz torrado, também conhecido como “chá de pipoca”, que tem sido citado por muita gente que conheço).

Eu, que tenho um pouco de birra de chá branco, escolhi para degustar o primeiro branco que vi no cardápio: Pera Fujian, composto por folhas de chá branco e pedaços de pera (o bule, que serve duas xícaras, custa R$ 7). Gostei tanto que comprei um pacotinho de 50g (R$ 38, o preço não é tão acessível, mas esta quantidade  rende aproximadamente 30 xícaras segundo o vendedor). Vale um comentário importante: as embalagens são escuras por fora e têm um fecho zip acoplado para fechar melhor o saquinho – eu aprovei totalmente. Elas também tem as cores do tipo de chá comprado (branco, verde, preto, rooibos e infusão) e trazem a temperatura média da água do chá comprado (detalhes mais precisos são encontrados em um folder/catálogo com informações sobre as 50 variedades vendidas na loja). Eu acho bem bacana toda essa preocupação didática.

Comprei dois outros mimos: um coador de bambu para substituir o deixado em Paris e um medidor fantástico que regula a quantidade de chá de acordo com o seu gosto (fraco, normal ou forte), para até 5 xícaras.

Há vários outros acessórios, como coadores de metal (e fundos, o que é importante para dar espaço para as folhas se abrirem durante a infusão), saquinhos em 3 tamanhos, pegadores, bules, bouilloires (chaleiras elétricas), canecas, xícaras e vou parar de por aqui para não contar tudo.

Antes de finalizar o post, queria comentar os detalhes que me conquistaram:

* a xícara da marca (a branquinha, que aparece na primeira foto) é assinada pela Rachel Hoshino (cujos objetos já circulavam aqui em casa, todos presentes que adorei receber). Com estampa singela e presente, tem a alça conforável para o dedo e uma espessura delicada para os lábios. Em seu briefing, Mônica Rennó destacou a importância de a xícara ser mais aberta para difundir o aroma da bebida;

* o atendimento, tanto da loja quanto do café, é cortês e atencioso (fui atendida por um vendedor bom de conversa – sobre chás obviamente) sem ser grudento, forçado ou puxa-saco além da conta (algo que chega a ser um problema em algumas lojas dentro de alguns shoppings);

* a bebida é servida em uma temperatura suave – creio que seja um dos raros lugares em São Paulo que se preocupa com isso.

Corre lá!

TALCHÁ: nova ala do Shopping Pátio Higienópolis (av. Higienópolis, 618), tel. (11) 3823-3744.