Apesar da longa “ausência bloggística” nos últimos dias (os motivos foram muitos e vão desde excesso de trabalho, passando por imprevistos em diversos setores e conexão instável, muito instável), o blog não saiu da minha cabeça e nem o chá deixou de me acompanhar, mesmo que preparado com aquela água quente gratuita das máquinas de café.

Algumas frases, pensamentos e pessoas permearam estes momentos e tudo o que eu posso deixar registrado aqui são as ressonâncias de momentos agradáveis – inclusive profissionais, que têm sido gratificantes, por instantes poéticos.

A frase do Saramago resulta dessas trocas.

Na ausência, nas reminiscências, na saudade, nos reencontros e encontros casuais, muita gente passou pela minha vida…

 

SOLANGE – ISA – SOFIA – RICARDO

As passagens do Ricardo por São Paulo não passam imunes à troca de sacolas com presentes, bobagens, lembrancinhas. Meus presentinhos desta vez foram dois tsuru, a pedido da Isa que começa a se interessar por origami e me faz pensar em minha infância (o legal é que desta vez consegui encontrar com meu cunhado e deixar mais duas bobagens da cor dos papéis dos origamis para entregar para as meninas). Mas foi a Solange que caprichou mais desta vez, mandando alguns saquinhos de chás especiais…

 

CHAZINHO PÓS-YOGA

Nada, nada melhor que o momento pós-yoga às sextas-feiras para degustar o chazinho enviado pela Solange. Confesso que ando simpatizando com a mistura de chá preto com chá verde (esta, da Hawaiian Natural Tea, com maracujá e laranja, é especialmente bem tropical e vem em uma caixa muito prática, com 8 sachês, ideal para viagens). A mistura  “verde + preto” ainda não entrou para a minha top list (não sei se são as aulas da Urasenke, mas o matchá está sendo muito, mas muito apreciado), mas vamos dizer que ela tem servido bem os momentos em que fico na dúvida de qual chá tomar…  Por mais estranho, contraditório ou “impuro” que possa parecer, eu recomendo a mistura. Carline pode estrear sua caneca linda – e funcional – comprada na sua visita à Teakettle.

 

ENCONTROS NA GOURMET TEA

Eu tinha combinado com a Michiko – como de fato nos encontramos, depois de meses e acontecimentos e e-mails trocados -, mas fomos surpreendidas com a chegada da Teresa Bettinardi (encontro casual), que tinha marcado almoço na lounge store com Lúcia com Alice, que chegaram logo depois.

Quando vi Alice pela última vez, ela mal andava e agora ela já reconhece as  cores com apenas 1 ano e 8 meses – imagina a pequena na loja-pantone… Eu e Michiko estávamos de saída (ainda tinha no roteiro uma passadinha pela Japonique para encontrar com a Lili e dar um beijo na Rachel Hoshino e na Jane Aki, que se juntaram à loja para arrecadar fundos para o movimento “Todos Juntos pelo Japão“), mas ficamos para mais um chazinho depois do almoço. Michiko foi de pérolas de chá verde com menta marroquina (o aroma do Green Moroccan Mint é delicioso) e eu, na minha meta de experimentar um chá diferente cada vez que passo pela Gourmet Tea, escolhi um rooibos cítrico com gengibre, o Rooibos Citrus Ginger (noto que o gengibre tem sido uma constante nas minhas escolhas).

A Rita Rita Taraborell, chef que criou o cardápio da casa, também estava por lá!

 

CANTO URBANO

Em dois meses circulando por um lugar que concentra grandes prédios comerciais, encontrei uma viela, aquela do boteco, dos motoqueiros, que tem mesas de madeira e espaço para minhas letras e pensamentos. É lá, ouvindo Keith Jarrett e Erik Satie no talo (às vezes, são as meninas – Keren Ann, Andrea Perdue,  Au Revoir Simone e Dalida) que tenho meus pensamentos matutinos, uma xícara de expresso (pardon, pardon), meus pequenos pedaços de papel em branco e anotações soltas…

Parece que me encontro com o Puri todas as manhãs:

* Será que o som do sino deixa de existir ou nós é quem deixamos de escutá-lo?

* Quando uma fruta deixar de ser viva? (antiga, do Colar de Cerejas, que ressoa)

* Pó do chá no ar perfuma os meus sábados (reminiscência)

 

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chá e design

20/03/2011

Não aguentei de curiosidade e escrevi para a Mônica Rennó, da Talchá, para saber mais sobre a luminária (postada “de cabeça para cima” agora, para você poder ver como ela fica no ambiente) citada no post sobre a última visita à loja. E fiquei sabendo que as luminárias de teto da loja foram compradas na Foscarini, empresa italiana de design que trabalha tanto com grandes nomes quanto com os “jovens talentos”. Pesquisando um pouco mais, cheguei no nome dos criadores da linha ALLEGRETTO de luminárias: a companhia suíça Atelier Oï (só de entrar no site dos caras, dá vontade de trabalhar lá, mais do que na Foscarini).

Se você quiser viajar mais um pouco no trabalho dos caras, segue um videozinho ótimo de uma intervenção/apresentação de  trabalho feita por eles em um evento de design na Suíça…

Em paralelo ao surto alegreto, recebo a notícia de que o lounge store da Gourmet Tea mal abriu e já está concorrendo ao Prêmio Casa Claudia na categoria “lojas” (se você quiser votar, entre neste link). Os arquitetos Alan Chu e Cristiano Kato assinam o projeto. Para quem ficou curioso para conhecer um pouco mais da “loja pantone”, como eu costumo chamá-la também carinhosamente devido ao seu lindo balcão com latas de chás de todas as cores, seguem as fotos de Djan Chu, bem estilo divulgação, com a loja ainda vazia (eu prefiro um certo movimento). Eu já votei porque além do balcão-pantone e das cadeiras, eu acho a fachada maravilhosa.

Passei a tarde da última sexta-feira na lounge store da Gourmet Tea, que acaba de abrir para o público. E não queria mais sair de lá. Ficava fazendo as contas de quantas vezes eu teria que voltar (ô, sacrifício….) para degustar os 35 blends de chás orgânicos – tudo bem que eu já devo ter experimentando mais ou menos uns 6 deles e que posso fazê-lo em outros cafés e restaurantes de São Paulo que adoro, mas eu quero fazer tudo isso lá e você vai bem entender o porquê.

O convite “permita-se, deixe-se levar pelos aromas, cores e sabores desta aventura” que eu lia todas as vezes que entrava no site da Gourmet Tea se materializou no melhor sentido da palavra. Na entrada, uma pequena estante com os acessórios vendidos pelo site. Sem cara de vitrine, sem ser impositiva. Apenas algo a sua disposição se você quiser levar um pouco das suas descobertas para casa (os chás também estão a venda). Foi lá mesmo que Daniel Neuman, um dos criadores da Gourmet Tea, se aproximou delicadamente, sem aquela intimidação dos vendedores (a proposta nem é essa), já trazendo um pouco do seu silêncio e hospitalidade e abriu as portas para minha experiência. E não há outra palavra que defina melhor o que se passa a seguir: um lindo “balcão-pantone” traz latas e mais latas enfileiradas, a disposição do cliente. Tudo muito à vontade. Você olha, pega, lê, abre… e cheira. Os blends estão todos lá acessíveis, prontos para virarem seus melhores amigos. O balcão segue atravessando a loja até o fundo. E aquelas misturas lindas, cheirosas e coloridas vão se transformando em sabores, quitutes de chás da chef Rita Taraborelli (ela é responsável pelo cardápio da loja, que também oferece almoço) e, é claro, em chás.

Só esta pequena caminhada já é muito divertida, ainda mais se você der sorte, o local não estiver cheio e você engatar uma conversa com o Daniel ou qualquer um dos atendentes. Pela cor, pela beleza da mistura de elementos dos chás ou pelos cheiros, eu já ia elencando algumas latinhas que tinham o potencial de entrar para o meu top 5.

Mas o melhor ainda está por vir…

A cerimônia começa quando você senta.

Sem hesitar, eu escolhi o Five Elements, que tem base de oolong (um típico chinês, que em termos de oxidação, fica entre o verde e o preto) misturado a ginseng, raiz de alcaçuz, frutos de shizandra e flores de osmanto.

A conversa continua, eu já um pouco mais calma tentando digerir tudo o que tinha visto até então, mais suavizada da caminhada com o sol a pino na rua. A agitação foi baixando aos poucos e eu achei que estava pronta de verdade para encarar o chá, quando fui surpreendida pelo kit que se colocava à minha frente: suporte de madeira comcopo, infusor, pires com o chá, colherzinha, um quitute e……………….um timer!

Como bom anfitrião, Daniel perguntou se eu gostaria que ele preparasse o meu chá. Se fosse um ambiente tradicional, eu seria uma péssima convidada. Mas como a ambiance do lounge store te dá toda a liberdade do mundo, eu espontaneamente neguei a proposta. Como poderia perder a oportunidade de interagir com tudo aquilo (e eu já estava muito interessada em operar o tea maker, infusor sonho de consumo, tanto pela sua “magia” quanto pela sua praticidade – acho que as duas características estão indissociadas no objeto em questão), poder fazer o meu próprio chá fora de casa?!

Cada um preparou o seu próprio chá, um ritual absolutamente acessível e contemporâneo.

Mas o silêncio só chegou no momento em que levei o chá à boca: o equilíbrio que você degusta está na essência dele  – posso garantir isso pela conversa de bastidores sobre como o blend foi concebido, mas não estou aqui para revelar segredos…

Retomando o post: o que me deixou mais feliz nesta visita, além de conhecer o local e explorar sinestesicamente seus cantinhos, foi conhecer o Daniel Neuman e o Leandro Toledano, os dois nomes por trás da Gourmet Tea. Depois do Five Elements, bati um longo papo com o Leandro também e pude descobrir que no DNA da Gourmet Tea há uma parceria de alma, uma história de dois amigos de infância que reuniram amizade, experiências de viagens e paixão pelos chás, depositaram tudo isso em misturas de sabores que foram nascendo e se armazenaram em lindas latas coloridas.Isso extrapola para os produtos e para o ambiente – não dá vontade de deixar o lugar. Parecia aquelas situações na minha infância quando eu visitava a casa de amigas que tiravam todos os seus brinquedos do armário para a gente brincar. E me lembrei também da Inés Berton contando que o chá dava a ela a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas.

Como se não bastasse, ainda encontrei por acaso um amigo de longa data, o Kimura, andarilho da cidade como eu (e anjo da guarda dos macs – mas isso é só um pretexto para as conversas e os cafezinhos e encontros nos estúdios de amigos). Pulei para outra mesa com ele e Rita, a chef que criou o muffin de chá branco: muito, mas muito recomendado. Eu já estava com meu horário estourando, mas não consegui sair de lá sem pedir mais um chá.

THE GOURMET TEA: rua Mateus Grou, 89, Pinheiros, tel. (11) 2936-4814, aberto todos os dias, das 10h às 19h.

Aos poucos, vou equalizando conexão-rotina-posts (por isso o sumiço deste fevereiro). Acho que terei um treco se eu não voltar em breve com a minha “rotina chazística”. Não no sentido de cobrança, mas na conexão com a essência mesmo.

Seguem algumas breves do que aconteceu neste interlúdio…

 

“Momento Alice”


As fotos são da Flavia Sakai em um domingo de sol delicioso, pós-experimentação gustativa no Cosi (a Lu Tokita é sempre EXCELENTE companhia para programas gastronômicos e o restaurante da Vila Nova Conceição tem um telhado/varanda deslumbrante – só não passe por lá em dias muito quentes, deve ser perfeito para o outono mesmo). Saindo de lá, corremos em meio a garoa fina para a  Cristallo bem de frente para a pracinha (Pça. Pereira Coutinho, 182). O mais delicioso, além dos docinhos, foi encontrar chás da Gourmet Tea – eu, que sempre repito as escolhas, desta vez tomei o revitalizante (rooibos, canela, gengibre e cardamomo), da linha ayurvédica. Foi divertido brincar de Alice e bulinho com as amigas.

 

“Cerimônia Senchá”


Receber um convite em mãos, com seu nome escrito à máquinha (um por um, pelo pai da Miki), é uma honra. Se o convite é para uma cerimônia do chá então…  O evento foi promovido pela Associação Tooraku-kai do Brasil (Sencha-Seifuryu) e, além de encontrar amigos queridíssimos – Rose e Pedro, Jane Aki, Sônia, Anne e Miki, que nos convidou – pude rever Okamoto Sensei e Noriko-San, que estiveram nos bastidores deste domingo em que, por algumas horas, esquecemos do calorão de São Paulo. Depois de sermos introduzidos ao chá de sakurá (uma aguinha morna com gosto de umê), partimos para 3 tipos de chá verde, acompanhados de wagashi artesanais, encomendados especialmente para a cerimônia!

A terceira “rodada” da cerimônia foi refresco puro. Além do doce gelatinoso e transparente, recebemos uma xícara de gyokuro gelado, preparado em utensílios de vidro. A transparência nos levou longe do asfalto queimando lá fora.

Depois dessas imagens, penso seriamente em buscar um pouco de água na geladeira…

Desde o último post que me exigiu uma parada para me refazer um pouco, muita coisa aconteceu: um encontro relâmpago com uma amiga querida que estava de passagem por São Paulo (entre Londrina e Chicago), uma tarde na casa de outra (nova) amiga (e vizinha) para a gente juntar nossos chás da Revolution, bebedeira de chá gelado, um reencontro com amigas de longa data e um almoço com cara de amigo secreto com outra amiga recente, que está de partida.

Sem contar na mudança de rotina que me deixa absorvida por uma causa que não deixa de ser uma retomada de projetos antigos e sonhos relativamente recentes – ela tem nome, se chama Childhood e estou completamente maravilhada com as possibilidades que o universo nos apresenta quando estamos com os sentidos abertos.

Os ventos se movimentam e me movimentam.

O mundo online ficou temporariamente abandonado (será assim por mais alguns dias), mas os sabores me acompanharam nesse período de descobertas – o maior clima de ano novo! Registrei o que estava ao meu alcance, pois nem sempre viver permite tantos registros…

“o chai da Kênya”

Se eu tivesse conhecido a Kê quando criança, não tenho dúvida de que nossa brincadeira preferida seria com panelinhas e bulinhos. Além dos livros, filmes, seriados, exposições e amor por nossas sobrinhas, compartilhamos receitas e dicas de cuidados com a casa, o corpo e a saúde. Faz um ano e meio que não moramos na mesma cidade, mas a troca continua. Dessa vez, ela trouxe de Chicago, diretamente do Whole Foods (uma cadeia de supermercados bio nos EUA que conheci pela minha irmã – aliás, toda vez que ela volta das compras, comenta um pouco mais sobre o corredor dos chás), uma linda lata de chai. Coincidentemente, na semana anterior ao nosso encontro, eu estava em busca de uma boa receita de chai para me ajudar a suportar o calorão (uma coisa que eu aprendi no Japão frequentando os banhos públicos de bairro foi subir um pouco a temperatura do corpo para logo em seguida sentir as noites alucinadamente quentes um pouco mais frescas – funciona bem).

Com o chai não foi diferente.

A marca Ineeka segue uma filosofia politicamente correta, impressa em todas etapas de fabricação e parcerias: ingredientes orgânicos, parceria com comunidades, responsabilidade social e responsabilidade ambiental. Mas mais do que isso, queria registrar 2 boas surpresas:

1) O sabor nada enjoativo (se tem coisa que eu abomino é chá com sabor de quentão, e o chai é uma bebida que tem o maior potencial para isso acontecer – colocar gengibre e cravo juntos é muito arriscado nesse sentido). Mas o Ma-chai da Ineeka está bem longe disso, a mistura de chá preto Assam, gengibre, cardamomo, pimenta preta, cravo, pétalas de rosa e açafrão é bastante equilibrada. Um pouco de leite e açúcar ajudaram a refrescar a minha noite – e não tive insônia de tomar chá preto às sete da noite.

2) Os sachês da Ineeka. Não vale descrever – deixo as fotos para deixar qualquer designer de embalagens com a cara no chão. Basta desdobrar umas abinhas e encaixá-las nas bordas de sua caneca. Ele ainda fica abertinho, com o chá respirando e as especiarias boiando, felizes. Morri.

Simples, inteligente e prático.

“tarde de inspiração com a Lu”

Mudar de casa me deu de presente uma nova amiga e vizinha. A Lu é o tipo de amiga que topa fazer tudo e transforma tudo em acontecimento próspero. Tem um pequeno lago com carpas no fundo de seu quintalzinho… Em uma dessas tardes de prospecção, reunimos nosso estoque de chás da Revolution. Não conseguimos experimentar todos os sabores (restringimos nosso chá das cinco degustativo a dois blends apenas), mas tivemos ideias, falamos, reforçamos nossa parceria e blablablá.

Pequeno parêntese para falar sobre a Revolution, uma marca americana de chás: ela foi descoberta bem por acaso, visitando a loja de chás preferida da Graziela em Praga. Eram tantas possibilidades de misturas, marcas e acessórios (inclusive presilhas para saquinhos!) que saí de lá zonza. Além do blend “segredos de Praga”, que está na lista dos meus TOP 5, saí da loja com umas embalagens individuais de Revolution e uma pequena lata com 6 de saches de earl grey com lavanda da mesma marca. Há um apelo emocional tão forte dessa história devido a minha amizade com a Gra, que incentivou muito essas descobertas, conhecer a loja ao vivo e a cores e a redescoberta do sabor do earl grey, que me fazem sempre associar a Revolution com novidade. Depois que eu reuni meu acervo e o da Lu, notei que os blends da marca são bem ousados, trazem misturas que eu não conseguiria imaginar (o próximo da minha lista é o Tropical Green Tea, que traz chá verde, aroma de abacaxi e casca de frutas cítricas – verão, continue, por favor).

Não faz muito tempo que a Revolution chegou no Brasil e você pode descobrir os pontos de venda no próprio site da marca.

Uma coisa bem legal é que é possível comprar uma embalagem individual e assim dá para experimentar vários sabores. A embalagem individual, chamada de T-Box, costuma ser vendida em um conjuntinho de 5 chás diferentes. A gente juntou as nossas caixinhas em cima do apoiador de mesa que foi presente da Marinês, mãe da Kênya, que tem um lindo trabalho em metal (eu sou apaixonada pelas colherinhas dela, se você quiser conhecer mais sobre o trabalho da Marinês, que mora em Londrina, visite este link – ela vende online e envia pelo correio). Voltando às embalagens, há outra versão que eu adoro, a T-Mini, uma latinha com 6 saquinhos do mesmo chá, e a caixa com 16 (para comprar depois que você gostou mesmo) que vêm em uma embalagem com ziplock, para o chazinho não perder seu sabor e aroma. Outra especificidade da Revolution são seus infusores transparentes (dá para viajar com os blends coloridos feitos com as folhas inteiras do chá), sem fiozinho (você joga na água e deixa boiando por um tempo – depois dá para tirar com a colher e pronto) e 100% biodegradáveis.

Obviamente, eu e Lu fomos de Earl Grey Lavander (eu, que sou uma pessoa um pouco viciada, quando gosto de uma coisa, costumo repetir e fico oferecendo para os amigos provarem), que é bem perfumado, e Sweet Ginger Peach Tea (gengibre, de novo, outro vício meu, para suar um pouco mais), que tem uma base de chá preto (Assam e Ceylan), aroma de pêssego e gengibre, de sabor delicado.

“ICED Gourmet Tea”

 A série “chá gelados” traz uma grande novidade no mercado: a Gourmet Tea acabou de lançar uma linha de chás gelados com 5 blends refrescantes. Esqueça a praticidade do mugicha, que você joga na água e larga na geladeira. O processo é o mesmo de fazer um chá quente: você coloca a água para ferver, avalia a temperatura, a quantidade de chá, o tempo de infusão. Depois, deixa esfriar e leva à geladeira. Parece um pouco trabalhoso… Ok, na verdade é um pouco trabalhoso. Mas é uma excelente alternativa de sabores para quem, como eu, só toma chá gelado de hortelã ou cevada (mugicha).

Eu enchi uma térmica com White Berry Iced Tea, uma mistura de chá branco, rosa mosqueta, rooibos, chá verde, folha de amora preta, hibisco, frutos de sabugueiro, framboesa, morango e aromas naturais. Como tem rooibos na sua composição, ele é levemente doce (eu dispenso o açúcar fácil fácil), mas tem um toque azedinho por causa das berries – eu adoro chá de folha de amora, então não foi muito difícil virar fã.

“passado-presente-futuro”

Momento muito especial de um domingo. Fui me encontrar com Taty, Karina, Márcia e Xixa, que são amigas de muitos (mas muitos) anos no Le Pain, para nos despedirmos da Taty, que está mudando de cidade. Fazia muito tempo que não me reunia com elas. Duas pessoas que não saíram na foto: a Mônica, prima da Taty, que também estava lá e tirou a foto, e a Sô, minha irmã, que fez falta no encontro. Pequena dica para quando for ao Le Pain: peça croissant com manteiga na chapa e chá verde com jasmim (d’A Loja do Chás). E se eu fosse falar destas amigas, da longa história de amizade comigo e com minha irmã, eu teria que fazer um blog inteiro para falar só disso…

“chás secretos”

Claire está de partida e fizemos um almocinho especial. Antes do encontro, preparei umas trouxinhas de bons chás nacionais de saquinho, cuja marca não revelo para não estragar a surpresa de um próximo post. Preparei outros pacotes, que também não conto para não estragar outras surpresas. Enquanto caminhávamos a pé, para o café-livraria, ela me declarou herdeira de seus sachês de tisanes, chá verde com menta (adooooro), Thé des Amants (chá preto com maçã, amêndoa, canela, baunilha e gengibre), do Palais de Thés e um pouco de Butterschotch (ainda desconhecido para mim), da Mariage Frères.

Comentário que parece meio óbvio para encerrar este longo post: depois das trocas com a Claire, comecei a reparar na “personalidade chazística” das pessoas. Acho que a Claire, em tão pouco tempo, me apresentou novos – e característicos – sabores. Não percebi isso com o Plinio ou a Kênya, por exemplo, seus gostos são bem parecidos aos meus: verdes, com toque cítrico ou levemente floral. Carline segue um pouco a mesma linha da Grazi, chás adocicados e perfumados (canela, rosas, cravo). Claire chega com chás densos, com baunilha, amêndoas e frutas de sabores fortes, uma menina acostumada a longos invernos.

Três dos quatro blends da Gourmet Tea que eu tomei foi junto com a Carline Piva (professora de yoga e companheira de degustações de chá “chuchuzinha“). Reservamos as manhãs de quinta para a nossa descerimoniosas cerimônias do chá e hoje foi ainda mais especial. Na terça-feira, ela comemorou seu aniversário no Pão, uma padaria artesanal orgânica pequena, fofa e deliciosa nos Jardins (que só trabalha com chás orgânicos da Gourmet Tea – eu provei a infusão herbal Soothing da linha dos ayurvédicos: uma mistura de camomila, raiz de alcaçuz, semente de funcho, cardamomo e gengibre… e adorei). Lotamos o estabelecimento, que tem três mesinhas aconchegantes. Posso dizer que o calor humano foi fundamental para uma tarde fria de primavera depois do cineminha…

O aniversário passou e ficaram os presentes (bule, chá e a peneirinha japonesa, esta última parte do kit-mimo, que foi o meu presente) e com eles, a Carline preparou este chá de feliz desaniversário 😉

O chá presentado foi o White Passion, da linha de chá branco, que tem raiz de alcaçuz (mordo a língua de novo), grãos de cártamo, centáureo (duas flores lindas, coloridas e com um aroma que quebra a coisa sem graça do chá branco) e aromas naturais (não sei do quê, provavelmente das flores, apenas reproduzo o que estava escrito no rótulo). A dica da Val, amiga da Carline que ofereceu o presente: tomar o chá com cookies integrais de banana.

E assim começamos muito bem nossa quinta-feira.

Cabe aqui um importante comentário: eu estou adorando os chás da Gourmet Tea. Vou comentando os blends conforme eles cruzam meu caminho (coincidentemente, via Carline, que ganhou alguns de presente de amigos). Vale muito a pena experimentar: trata-se da marca nacional que atualmente reúne  produtos de qualidade, ingredientes orgânicos, uma grande variedade de blends com sabor surpreendente (para o bem, pelo menos os que eu já pude provar). O preço não é super acessível (uma lata com 45g custa R$ 23,90 no site da marca, sem contar o frete – custa quase 3 vezes mais que o peso equivalente de um chá básico na Mariage Frères, mas devemos levar em conta que o mercado de chá no Brasil está dando seus primeiros passos, ao contrário do que acontece na Ásia e Europa), mas mesmo assim considero o custo-benefício muito bom.

Conselho aos interessados: no site, há uma lista de estabelecimentos que oferecem os chás da marca em seu cardápio (basta clicar em “onde encontrar”). Vá experimentando aos poucos, descubra o(s) seu(s) favorito(s) para então investir na latinha. Ou então mergulhem no desconhecido (adorei 3 dos 4 que já experimentei, então o meu índice de aprovação por enquanto chegou a 75%).

PÃO: rua Bela Cintra, 1618, tel. (11) 3384-6900 (abre de segunda a sábado, das 9h às 19h, e, aos domingos, das 9h às 14h).

detox ayurvédico

17/08/2010

Rápido comentário sobre outra infusão que provei no final de semana (estou amando a temperatura média de 12ºC em São Paulo): detox, da The Gourmet Tea. Esta empresa brasileira surgiu no mercado recentemente com uma pequena gama de chás orgânicos de boa qualidade. Você pode comprar online pelo site da marca ou então provar em endereços que prezam a boa gastronomia na cidade (prometo uma lista em breve), mas já posso dar uma dica do lugar onde aconteceu a degustação: N’o Café, um dos meus endereços preferidos na Vila Madalena. O legal de tomar um chazinho lá (além de wifi, cardápio gostosinho, bom atendimento e tranquilidade), é que o chá vem em um bulinho fofo estilo japonês…

Escolhi o “detox“, da linha dos ayurvédicos, que tem folhas de amora preta, raiz de alcaçuz, cardamomo, casca de laranja, semente de funcho e aromas naturais. A marca tem outras linha de chá e infusões: verde, branco, oolong, preto, iced, decaf, rooibos.

E com isso, fica confirmada uma descoberta recente: eu sempre odiei aquelas balinhas francesas de alcaçuz, propaguei aos 4 ventos que odeio alcaçuz…

Mas algumas das minhas infusões favoritas têm o que na composição? Isso mesmo. Alcaçuz, para morder a língua bem docinha.

bonne nuit!

N’O CAFÉ: rua Harmonia, 506, tel. (11) 3032-4669.