Verão para mim tem gosto de xarope de grenadine.  Me faz pensar no ano de 2003, quando nem sonhava em morar em Paris, em que o Puri fez um drink de limonada com xarope de grenadine em algum final de tarde na varanda. Depois, quando fui ser vizinha dele, lembro que, tão logo começava a esquentar, eu começava a abastecer minha minúscula estante de comidas com uma lata de xarope de grenadine e meu frigogar com limonada gasosa com pouco açúcar (que também serve para preparar panaché, um drink com chope e limonada que eu adoro – usar Sprite não é a mesma coisa – de novo, temos muito açúcar arranhando a garganta).

Então eu fiquei realmente maravilhada quando abri o cardápio do N’o Café em encontrinho balanço de fim de ano com Dri e Mari (como a Mari está morando em Porto Velho, sempre que ela pisa em São Paulo, a gente vai dar uma volta na Vila Madalena para fazer qualquer coisa – comer empanada com sangria, cortar cabelo e até mesmo ir na manicure) e vi um chá gelado de chá verde com xarope de grenadine (e xarope de pêssego também, mas esse acho absolutamente dispensável, assim como a quantidade exagerada de xarope que colocaram, quase matando o sabor do chá verde e deixando tudo muito doce).

Tão logo fiz meu pedido feliz da vida (é uma ótima opção de drink para ser tomado antes do almoço se você não está a fim de tomar um cafezinho ou suco – e tem um preco bacana, R$ 6,30), a Dri me perguntou o que era grenadine… Me deu um branco absurdo porque, como nunca comi a fruta aqui no Brasil (e de onde vêm as sementes para as simpatias de ano novo?), eu não sabia que se tratava de romã (obrigada, Mari).

Se você é tão jeca da cidade quanto eu, deixo uma linda foto retirada do site the kitchn para você saber qual é a cara da fruta. Se você quiser preparar a bebida, em casa, acho que não tem muito segredo, né. Basta fazer um chá verde, deixá-lo esfriar e gelar um pouco e, na hora de servir, jogar um pouco de xarope de grenadine no fundo do copo (bem menos que um dedo) antes do chá. Ah, canudo é essencial para dar aquela mexidinha (sem contar o charme). Acredito que o pessoal do N’o Café bateu tudo no liquidificador, pois ele veio com uma espuminha em cima (eu, sinceramente, não faço questão). Se seu paladar aceita doces muito doces, acho que vale a pena tentar fazer a mistura com groselha.

Para saber mais sobre o N’o Café, leia este post aqui.

detox ayurvédico

17/08/2010

Rápido comentário sobre outra infusão que provei no final de semana (estou amando a temperatura média de 12ºC em São Paulo): detox, da The Gourmet Tea. Esta empresa brasileira surgiu no mercado recentemente com uma pequena gama de chás orgânicos de boa qualidade. Você pode comprar online pelo site da marca ou então provar em endereços que prezam a boa gastronomia na cidade (prometo uma lista em breve), mas já posso dar uma dica do lugar onde aconteceu a degustação: N’o Café, um dos meus endereços preferidos na Vila Madalena. O legal de tomar um chazinho lá (além de wifi, cardápio gostosinho, bom atendimento e tranquilidade), é que o chá vem em um bulinho fofo estilo japonês…

Escolhi o “detox“, da linha dos ayurvédicos, que tem folhas de amora preta, raiz de alcaçuz, cardamomo, casca de laranja, semente de funcho e aromas naturais. A marca tem outras linha de chá e infusões: verde, branco, oolong, preto, iced, decaf, rooibos.

E com isso, fica confirmada uma descoberta recente: eu sempre odiei aquelas balinhas francesas de alcaçuz, propaguei aos 4 ventos que odeio alcaçuz…

Mas algumas das minhas infusões favoritas têm o que na composição? Isso mesmo. Alcaçuz, para morder a língua bem docinha.

bonne nuit!

N’O CAFÉ: rua Harmonia, 506, tel. (11) 3032-4669.